Compartilhei um artigo publicado na Isto É, onde a Ana Paula Padrão fala sobre a revolução silenciosa das mulheres no empreendedorismo, baseada numa pesquisa da Rede Mulher Empreendedora. Também li um artigo onde o Fórum Econômico Mundial afirma que no ritmo atual, homens e mulheres terão oportunidades, participação e salários iguais em 170 anos.

Gostaria de compartilhar alguns dados de uma pesquisa que o Paypal realizou com a MeSeems sobre o tema antes de fazer a minha provocação.

Foram entrevistadas cerca de 500 mulheres a partir dos 18 anos, de todas as regiões do país e todas as classes sociais e as respostas não são nenhuma surpresa, mas são muito interessantes para entender como a nossa sociedade está se desenhando. 21.4% dessas mulheres empreenderam para complemento de renda, enquanto 14.4% achavam que ganhariam mais dinheiro, 7.4% acreditavam que seriam bem-sucedidas e apenas 5.8% seguiram sua paixão.

 

Pontos em comum

Em todas as palestras que já ouvi sobre empreendedorismo, desde o mais simples ao mais bem-sucedido astro do tema, todos têm pontos em comum:

  • Não abra um negócio com o objetivo de ficar rico – se esse é o seu proposito para empreender, esqueça e volte ao bom e velho CTL
  • Seu negócio deve ser a solução de um problema para um grupo de pessoas – tenha a ideia, teste, veja a aderência no mercado que pretende atuar e principalmente se você está resolvendo um problema de um grupo de pessoas. Todos os negócios de sucesso começaram assim
  • Diferencial competitivo – abrir um negócio que seja comum, fácil de copiar ou que não tenha nenhum diferencial não vai levar você ao topo.
  • Você vai trabalhar MUITO MAIS do que um emprego padrão de carteira assinada. O negócio é como um filho. E lembre-se: bebês dão trabalho.
  • Não tente fazer tudo sozinho – as mulheres têm muita dificuldade em delegar e acreditar que precisam de ajuda, mas o fato é que todos precisam e se cada um fizer a sua parte, a chance de o negócio prosperar é muito maior.

Diante de tudo isso, será que a revolução das mulheres é mesmo silenciosa ou antes tínhamos menos ferramentas para publicar e manifestar nossas frustrações e insatisfações com um mundo tão desigual?

Tenho certeza que se na época da queima dos soutiens em praça pública as redes sociais já existissem, teríamos recorde de público.

Gabriela Szprinc é Head de Pequenas e Médias Empresas e de Organizações Não Governamentais do PayPal Brasil

 

Imagem: Pixabay