Há quase 4 anos rompi com um ciclo de perguntas sem respostas. Saí do mundo corporativo sem planejamento, mas com a certeza que iria encontrar as respostas para as perguntas que me rondavam há muito tempo.

Sou da geração X, uma geração marcada para fazer sucesso pelo esforço e pela escalada da montanha da hierarquia. Mas isso nunca foi o que eu queria.

Outro dia me peguei pensando: eu nunca corri atrás de uma promoção e nunca fiz planos de me tornar uma diretora ou algo parecido. Empreender também não tinha se passado pela minha cabeça. Só sei que sempre tive vontade de fazer algo maior.

Foi essa intenção que me impulsionou. Sai meio perdida, mas aliviada por ter ouvido o grito da minha alma.

Busquei ajuda, algumas boas, outras nem tanto, até chegar na busca pelo propósito, que prefiro chamar de missão de vida. Tinha ânsia em saber o que vim fazer nesse mundo e como poderia ajudar pessoas com toda essa vontade que eu tinha.

Sou formada em comunicação e meu primeiro movimento foi voltar para o mercado. Mas cada vez que eu me deparava com os anúncios, a intuição falava que não era por aí. Tentei, participei de processos seletivos e óbvio, nunca deu certo. Sempre ficava por um triz.

Resolvi pesquisar mais sobre o que me movia, até que encontrei um grupo que me ajudou muito. E foi durante esse processo que eu descobri, olhando anúncios de emprego, a abordagem que me colocou no trem do meu verdadeiro trabalho, da minha entrega.

Falava em valores como a empatia, a colaboração, a criatividade e esse anúncio deixou meu coração pulando. Sendo curiosa como sou, desde criança, fui entender do que se tratava.

Foi aí que descobri o Design Thinking que é um modelo mental centrado no ser humano para acelerar a inovação e resolver problemas complexos, propondo uma nova maneira de pensar baseado em 3 grandes valores: empatia, colaboração e experimentação.

Foi amor a primeira vista.

Fui me especializar, busquei literatura, cursos, já que queria me reinventar, ver novas formas de trabalhar. Foi durante o curso meu primeiro contato com o empreendedorismo. Lá tive vontade de me juntar com duas amigas e pensar em montar um negócio voltado à inovação.

Tomamos muitos cafés, discutimos muitas ideias, fomos para uma aceleradora, mas decidimos que não era por aí, pois tínhamos expectativas diferentes.

As perguntas não paravam de surgir, mas desta vez, com um diferencial: eu estava fazendo, eu estava no movimento.

E foi esse movimento que fez eu pensar no que eu queria, e que eu não precisava negar toda a minha experiência em comunicação e terceiro setor para me reinventar.

Eu podia juntar tudo, mais o Design Thinking que já fazia parte da minha vida para criar algo novo.

Nessa busca conheci minha ex sócia e juntas montamos um negócio que deu muito certo. Nosso propósito era ajudar empreendedores a criarem uma comunicação autêntica. Foi um processo muito lindo de aprendizado e entrega verdadeira. Mas o universo queria mais de mim.

Resolvemos nos separar para construirmos nosso caminho solo. E como prega o Design Thinking: eu me desconstruí para construir mais uma vez. E nessa construção, compreendi tudo o que eu fazia e porque fazia, pois eu tinha já criado uma metodologia cheia de propósito para o meu trabalho.

Mais uma vez, com orientação de um mentor muito especial, me reinventei e me achei verdadeiramente como Designer de Fluência, nome que faz sentido para minha entrega que se materializou.

A conta finalmente fechou, pois ficou claro que o meu verdadeiro trabalho, minha entrega, está em orientar empreendedores e empresas a desenharam ou redesenharem o fluxo de seus trabalhos para fluir.

Sinto que estou construindo um caminho sólido e de muita troca e aprendizado e estou preparada e de peito aberto para continuar nessa jornada para ajudar pessoas com sede de reinvenção, utilizando a inovação como guia.

Muito prazer, sou Alessandra, Designer de Fluência.
http://designdefluencia.com
Instagram: @designdefluencia

 

 

Imagem: acervo pessoal Alessandra.